quarta-feira, outubro 27, 2004

O Piriquito Não Canta Mas Toca... C#2

Fica aqui mais uma das muitas cronicas publicadas na primeira (ou segunda) versão do Canta Piriquito Canta. Esta crónica era assinada por filipa no seu espaço "O Piriquito Não Canta Mas Toca....". Era a cronica #2 e foi publicada a 30 de Julho de 2002.


Desde há séculos que as histórias de fantasmas têm sido associadas ao Natal. A ideia de noites escuras e longas, os terrenos e estradas cobertos de neve, o vento a uivar pelas frinchas das portas contribuíam para o cenário apropriado ao relato de contos fantasmagóricos e sobrenaturais à volta da lareira. Antes da existência da televisão, quando as pessoas apenas podiam contar com os seus próprios esquemas e imaginação para se entreterem, era natural que contar histórias fizesse parte da longa noite de Natal. A véspera de Natal é a grande noite de gala dos fantasmas, a sua anual festa. Na véspera de Natal toda a gente da Terra dos Fantasmas aparece para se mostrar, para ver e ser visto, para se passear e exibir aos outros a roupa com que foram para o túmulo, para criticar o estilo e o aspecto uns dos outros. Ainda hoje em dia, na noite de Natal, podemos encontrar pelo menos metade da Inglaterra à volta da lareira, e um ancião a contar histórias para os mais novos, acerca de fantasmas, castelos assombrados... Devemos chamar-lhe noite de Natal ou noite dos Fantasmas? Talvez devamos manter noite de Natal, o que já subentende fantasmas. Se lhe hamássemos noite dos Fantasmas, o nome diria tudo e perder-se-ia a magia dos contos.